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A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DE SER LYU

Este jovem que se dedica à simetria de formas no arabesque nasceu como Lyuarison Bispo de Freitas, mas ficou conhecido no Brasil inteiro como Yolanda. É o nome da travesti tão bem interpretado por ele no filme Ó Paí Ó que o público passou a apontá-lo como transexual. Nas ruas, as crianças gritam à sua passagem esbelta de cabelos longos e olhos esverdeados: "Yolandaaaaa...." Na praia, os integrantes de uma roda de samba o convidam para o pagode como se estivessem se dirigindo à fêmea ambígua cheia de lascívia do filme: "quebra, Yolanda". Lyu criou fama na dubiedade de ser masculino e feminino, uma notoriedade que não é lá muito motivo de orgulho para o sisudo pai José Ari, um ex-marinheiro que nunca foi chegado a essas viadagens.
Para conhecer melhor essa história, arme um barraco por aqui.
Escrito por Pablo Reis às 21h12
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