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POBRE MILIONÁRIO
Este senhor que resiste em torcer para o Brasil enquanto o país lhe vira as costas se chama Nivaldo Eduardo dos Santos, de 62 anos. Seria mais um guardador de carros excluído na sociedade baiana se não lhe restasse um lugar na história como um dos primeiros ganhadores da loteria esportiva no Brasil. Já foi milionário, mas seu conto de fadas não durou para sempre. Teve uma fase de nababo durante, no máximo, seis anos, de 1972, ano em que acertou o palpite nos 13 jogos, até consumir seu prêmio em mulher, bebida e farra. Torrou nada menos que 2,976 milhões de cruzeiros novos, o equivalente a R$6 milhões, em valores corrigidos. Para todo mundo, diz que a causa de sua falência foi investimentos mal sucedidos, negócios administrados com amadorismo. Mas uma observação mais atenta mostra como ele se deixou morrer em extravagâncias de quem acha a riqueza eterna. Não bastasse a alma corroída pelas lembranças, ainda tem os dedos encolhidos e parecendo estar pela metade, a pele descascando em úlceras brancas e secas, pois o corpo está sendo carcomido por hanseníase.
Para conhecer essa história, faça uma fezinha por aqui.
Escrito por Pablo Reis às 11h00
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