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VELHO PRETO

Este senhor de moldura alva para o rosto escuro é Domingos Teixeira Lemos, que nem precisou chegar aos 86 anos de vida para se tornar o Preto Velho do Pelourinho. É uma lenda viva no Centro Histórico e tem uma imagem que é internacionalmente conhecida. Só que o Preto Velho de tantas imagens espalhadas pelo mundo, um cartão postal em forma de gente, cansou de fotografias gratuitas. A tolerância é zero para os turistas que apontam uma câmera e pedem uma pose. Sem remuneração ou direito de imagem, o Preto Velho fica indignado com o que chama de exploração. Fecha a cara e ponto final, numa atitude que o faz ser confundido com um ranzinza senil. Mas basta começar a falar em seu ídolo máximo, Antonio Carlos Magalhães, para ele abrir um sorriso e o coração. Carlista, ele não abre mão de morar no Pelô, mesmo falando que sente saudades dos tempos áureos do Maciel, o baixo meretrício. Ele continua por lá, vendendo o seu rapé ao preço de R$20 pela quantidade de um dedal do pó de tabaco. É um negócio mais lucrativo do que outros pós que podem ser encontrados na vizinhança.
Para conhecer essa história de lamentações octogenárias, dê uma fungada por aqui.
Escrito por Pablo Reis às 22h24
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