Co-Relatos (crônicas de mão dupla)
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VISITEM O NOVO SITE DO CORRELATOS, COM REPORTAGENS COMPLETAS:

http://correlatos.wordpress.com



Escrito por Pablo Reis às 13h21
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   AVIMARIA, PAINHO

 

Este jovem senhor de aparência de um tio que a gente quer bem é Gonçalo Oliveira, um sargento reformado da Polícia Militar, que adotou o candomblé como corporação principal em sua vida espiritual. Bel D´Oxum, como é mais conhecido, é nada menos do que o inspirador do personagem Painho, imortalizado por Chico Anysio como um pai-de-santo malemolente, que não dava sossego a uma pequena cunhã. Ele não nega a referência, apenas acha que a criatura produzida pelo humorista "só pensava naquilo". Bel é de Oxum e de todos os orixás. Seu terreiro, no subúrbio ferroviário de Salvador, em Paripe, é uma espécie de santuário para onde afluem personalidades, políticos e artistas. Jornalistas do Rio Grande do Sul já viajaram até lá para perguntar quem ganharia o campeonato gaúcho. Ele apostou no Inter e não deu outra. Já previu a morte de Tancredo Neves e Ulysses Guimarães com uma razoável antecedência e sente falta de se dedicar mais a um hobby, o de confeiteiro de bolos.

Para conhecer melhor essa história, jogue os búzios por aqui.



Escrito por Pablo Reis às 20h14
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   PAPAI NOEL EXISTE

 

Este senhor de barba e cabelos em neve se chama Hamilton Macedo, mas é um Papai Noel de verdade. Ele mora numa invasão no bairro popular de Pernambués e já perdeu a esperança de que toda criancinha ganhe uma bicicleta no Natal. Hamilton sabe que a realização de sonhos está vinculada a números no contra-cheque e não a uma meiazinha estendida na lareira. No trabalho com crianças que realiza nos shoppings em época natalina, ele elaborou a técnica de saber se este ou aquele menino vai ganhar o presente desejado de acordo com a máquina fotográfica dos pais. Se for uma digital potente, é bem provável que o moleque ganhe aquele videogame dé última geração. Se for uma máquina de filme antiga, daqueles modelos pretos que dependem de girar uma manivela, dificilmente a menina vai ser brindada com a boneca que fala. Não é exagero dizer que seu Hamilton está bem amargurado com a fantasia que encarna há mais de 13 anos.

Se você quer conhecer melhor essa história, desça por essa chaminé.



Escrito por Pablo Reis às 22h07
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   DENIS TEM SETE VIDAS

Este jovem que ainda preserva a visão assustada por um trauma de morte se chama Denis Henrique e não é exagero dizer que ele é um abençoado. Ele é uma das vítimas da tragédia da Fonte Nova. Despencou mais de 10 metros da arquibancada superior, caiu de bunda e teve apenas escoriações, um hematoma grotesco nas nádegas, mas nenhum osso fraturado. Sua descrição dos segundos da queda é capaz de dar uma vertigem em qualquer ouvinte. Além disso tudo, ele tem uma história de sobrevivência digna do filme Corpo Fechado. Num acidente, onde os pais morreram, ele não teve qualquer ferimento. Denis Henrique tem apenas 16 anos e com certeza um futuro brilhante.

Para conhecer mais essa história, deslize por aqui.



Escrito por Pablo Reis às 09h31
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   A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DE SER LYU

Este jovem que se dedica à simetria de formas no arabesque nasceu como Lyuarison Bispo de Freitas, mas ficou conhecido no Brasil inteiro como Yolanda. É o nome da travesti tão bem interpretado por ele no filme Ó Paí Ó que o público passou a apontá-lo como transexual. Nas ruas, as crianças gritam à sua passagem esbelta de cabelos longos e olhos esverdeados: "Yolandaaaaa...." Na praia, os integrantes de uma roda de samba o convidam para o pagode como se estivessem se dirigindo à fêmea ambígua cheia de lascívia do filme: "quebra, Yolanda". Lyu criou fama na dubiedade de ser masculino e feminino, uma notoriedade que não é lá muito motivo de orgulho para o sisudo pai José Ari, um ex-marinheiro que nunca foi chegado a essas viadagens.

Para conhecer melhor essa história, arme um barraco por aqui.



Escrito por Pablo Reis às 21h12
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   O PEQUENO GRANDE PEPE

Este rapaz com aspecto de dançarino de hip hop e bainha da calça dobrada se chama Péricles Maciel Sampaio, 25 anos, mais conhecido nas festas de gueto como Pepe do Nossa Juventude. Com 1,20m de altura, Pepe é um ícone do pagode baiano, um dos pioneiros da molecagem e do suingue de músicas de duplo sentido e letras libidinosas. Ganhou estatura de ídolo no carnaval de 2000, dançando a música Dig, Dig, Lambe, Lambe. A banda chegou a vender 400 mil cds, mas ele chegou ao ponto mais baixo da carreira em pouco tempo. Ganhava menos de R$30 por show e terminou saindo do grupo por se achar lesado na divisão dos lucros. Pai de dois filhos, procura um emprego desesperadamente, de preferência no ramo artístico. Está depressivo e já perdeu boa parte dos 40 quilos por causa da insônia e da inapetência constantes.

Para saber mais sobre a grande história deste pequeno personagem, clique aqui.



Escrito por Pablo Reis às 20h53
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   MAGO DOS SAPATOS

Este senhor de olhos miúdos por bolsas de gordura se chama Valdemar Santos Almeida e iniciou há 50 anos em sua profissão com o pé direito. Ele é um sapateiro que faz do trabalho uma forma de arte, seus produtos são tão requintados e confortáveis, sempre personalizados, que a expressão mais correta é dizer que ele veste os pés da sociedade. Há meio século, ele coloca seu toque de Midas em tiras de couro, pedaços de madeira e borracha para servir a elite que sempre quis pisar em nuvens. Ele tem tanta afinidade com este ofício que "Calçados" virou um sobrenome. Valdemar Calçados é capaz de fazer um sapato feminino com 22 centímetros de altura, mas jamais fica de salto alto. Sua simpatia e espontaneidade nem fazem acreditar que já desenhou e entregou quatro babuchas para o Papa João Paulo II, as verdadeiras sandálias da humildade. Além dele, Chacrinha, Cid Moreira, Gretchen e Padre Marcelo Rossi já visitaram seu ateliê modesto na Barra.

Para conhecer essa história de produtos rasteiros transformados em preciosidades, pise aqui.   



Escrito por Pablo Reis às 20h31
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   RECOMEÇAR, NA VERSÃO DIUMBANDA

Este bigode sorridente com jeito de garçom afetuoso de restaurante da Península Itapagipana nasceu como Zacarias Higino de Jesus Filho, mas só é reconhecido como Diumbanda. Entre os feitos mais festejados de sua carreira de pagodeiro irreverente estão os refrões de protesto “vem nhanhá, devagarinho”, “vai descendo na boquinha da garrafa”, “é a dança do maxixe, um homem no meio com duas mulheres fazendo sanduíche”, “eu lhe disse que não bulisse, você buliu assanhou”. Entre suas proezas menos conhecidas estão as conquistas amorosas de musas como Márcia do grupo Banana Split (hoje mulher do cantor Xororó) e até a atriz Débora Secco. Isso mesmo, o pode ter orgulho de gritar que o arisco Diumbanda ééééé da Baaaaaahia. Depois de uma temporada de ostracismo, ele quer voltar ao poleiro da fama no bico de um galo, o Galo de Diumbanda.

Para saber um pouco mais sobre essa história de aves e recomeços, dê uma nhanhada por aqui.



Escrito por Pablo Reis às 20h33
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   MICHAEL JACKSON DE 30 CONTO

Este performático jovem com megahair aparente é o mais notório cover de Michael Jackson em Salvador. Há pouco tempo, ele era sempre visto em apresentações relâmpago em praças e ruas movimentadas, com um aparelho de som e suas dublagens e coreografias do mais controverso e polêmico artista internacional do século XX. Só que logo viu que estava desvalorizando seu trabalho fazendo essas exibições públicas por alguns trocados jogados no chapéu e resolveu só fazer shows mediante o pagamento de cachê. Trinta reais é o valor de seu trabalho por algumas horas. Mas na hora de contratá-lo, procure por Waljan, porque seu nome ele não diz de maneira nenhuma. É mais uma das extravagâncias de um artista cheio de manias, que recentemente conseguiu vencer um ataque de vermes malditos, que o sufocaram e quase o levam à morte súbita.

Para conhecer essa história de fama às avessas, dance por aqui.



Escrito por Pablo Reis às 07h22
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   SAPATEIRO SURREALISTA

Este senhor de aparência meio estrábica e impressão de desastrado vive com as mãos em solados de calçados e a mente voando pela estratosfera da arte surrealista. É Adeildo Assis, um sapateiro periférico de Salvador, que também é pintor e artista plástico, agindo sob o pseudônimo de Adeasis. O sapateiro existe para o artista não morrer de fome. O pintor existe para o sapateiro não morrer de tédio. Como herdeiro das técnicas de Salvador Dali, ele tem um sucesso relativo: suas telas têm qualidade e algumas já chegaram a ser expostas no exterior. Mas não garante o sustento vendendo sua arte, que é de difícil comercialização para os apreciadores baianos. Sua fonte de renda provém do conserto de saltos, do remendo de solados, do acerto de tiras de sandálias. Seu pequeno atelier, que também é oficina de calçados, fica repleto de telas e sapatos em uma disposição caótica. Recebe a visita de quatro a cinco clientes por dia, que veneram o ofício de restaurador calçadista, mas dão pouca bola a seus delírios estéticos com pincel e imaginação.

Para viajar nessa história de sonho e realidade, dê uma pincelada aqui.



Escrito por Pablo Reis às 08h00
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   O VIRGEM DE 32 ANOS

 

Se ele tem cara de boa praça, conversa de boa praça e jeito de boa praça, então só pode mesmo ser um boa praça típico. Renê Vilela, o sorridente da foto acima, tem 40 anos é gerente de banco, jornalista formado, radialista atuante, sociólogo e síndico de prédio. Tem duas filhas, é casado com uma dentista, mantém trabalhos sociais e paga os impostos religiosamente antes dos vencimentos. Dois fatos o tornam merecedor de uma página de reportagem. O primeiro é sua origem paupérrima, época em que precisava juntar duas cadeiras da sala para fazer de cama e dormir, ou que chegava com fome na escola de tarde e usava a simpatia para conseguir um lanche com a responsável pela cantina, ou que carregava as trouxas de roupa para a mãe lavadeira. O outro é o celibato prolongado, uma castidade levada até os 32 anos, quando conheceu, no sentido bíblico, a primeira e única mulher de sua vida. Numa sociedade dedicada ao hedonismo, o exemplo de Renê é para ser aplaudido, ou pelo menos contado. Talvez por isso todos gostem de dizer que "ele é fantástico".

Para romper a castidade você também, clique aqui.



Escrito por Pablo Reis às 18h24
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   POBRE MILIONÁRIO

Este senhor que resiste em torcer para o Brasil enquanto o país lhe vira as costas se chama Nivaldo Eduardo dos Santos, de 62 anos. Seria mais um guardador de carros excluído na sociedade baiana se não lhe restasse um lugar na história como um dos primeiros ganhadores da loteria esportiva no Brasil. Já foi milionário, mas seu conto de fadas não durou para sempre. Teve uma fase de nababo durante, no máximo, seis anos, de 1972, ano em que acertou o palpite nos 13 jogos, até consumir seu prêmio em mulher, bebida e farra. Torrou nada menos que 2,976 milhões de cruzeiros novos, o equivalente a R$6 milhões, em valores corrigidos. Para todo mundo, diz que a causa de sua falência foi investimentos mal sucedidos, negócios administrados com amadorismo. Mas uma observação mais atenta mostra como ele se deixou morrer em extravagâncias de quem acha a riqueza eterna. Não bastasse a alma corroída pelas lembranças, ainda tem os dedos encolhidos e parecendo estar pela metade, a pele descascando em úlceras brancas e secas, pois o corpo está sendo carcomido por hanseníase.

Para conhecer essa história, faça uma fezinha por aqui.



Escrito por Pablo Reis às 11h00
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   GUARDADOR DE ALMAS

 

Este senhor de olhar imortal e uma licença poética para dizer que não tem mais lágrima para chorar se chama José Paulo Santos Filho, há 29 anos o Caronte do Cemitério Campo Santo. Com suas mãos de anjo e seu rosto sulcado de sertanejo, ele tem a missão de levar os mortos para a morada etérea, que tanto pode ser uma carneira ou um jazigo, um mausoléu ou uma cova rasa. Não é dado a muitos dilemas metafísicos, vai logo desestimulando esse papo de assombração. “Nunca vi, isso é pura ilusão”. Mestre no transporte dos que já não pertencem a esta vida, ele sofre com o transporte de seu corpo vivido de 63 anos. Precisa acordar às 5h30 para sair do subúrbio ferroviário e chegar na necrópole antes das 8h. Uma prova suportável para quem vive diariamente o luto dos outros, o choro dos aflitos e inconsoláveis, sem poder se entregar à angústia. “Nesse momento, a gente não chora porque não tem mais lágrimas nos olhos para chorar de tanto ver o sofrimento dos outros”, resigna-se.

Para conhecer essa história sem lágrimas, mas com suor, deposite flores aqui.



Escrito por Pablo Reis às 16h36
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   MULHER DE PALAVRAS

 

Esta senhora ao lado do marido com o olhar oblíquo dos sonhadores se chama Heloísa Rodeiro, uma conhecida frequentadora das mesas da solidão boemia no bairro do Rio Vermelho. Ela posa aí ao lado do companheiro de quase 35 anos, porque se dizem inseparáveis, unha e carne, almas gêmeas, cara e coroa. Apesar da união declarada por três décadas, ele é do sol e ela, da lua. Acorda às 16h diariamente, toma um banho e sai para uma labuta noturna que nunca acaba antes das 6h da manhã. Ele, ao contrário, acorda quando a esposa está chegando para dormir e fica sentado no sofá de casa fumando três carteiras de cigarro até o início da novela das 18h e rabiscando um ou outro delírio satírico ou verborrágico. Poderiam ser incompatíveis aos olhos do mundo, mas são totalmente dependentes entre si. Ele escreve poemas com algum valor literário. Ela jurou que faria de tudo para vender sua produção de versos ainda sem o devido reconhecimento. Por isso, visita os proscritos do Rio Vermelho, os boêmios, os artistas e intelectuais, oferecendo amor e prosa em fascículos. É o pagamento da dívida máxima: "A esse homem eu devo a minha vida". Heloísa, sem nenhuma pretensão a erudita ou escritora, faz da sua oração uma declaração sem rima de sentimentos.

Para conhecer melhor essa história de estrofes e superação, clique aqui.



Escrito por Pablo Reis às 15h47
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   O FANTASMA VIVO DE ONDINA

Este senhor mulambento e de poucas palavras é conhecido apenas por Samuca. Há mais de 40 anos, ele é um elemento vivo da paisagem de Ondina. Gerações de estudantes e moradores do bairro se acostumaram a sua presença sempre em movimento, sempre caminhando sem objetivo e nem destino. "Todo mundo conhece Samuca" é o lema de uma comunidade do orkut, criada apenas para reunir os fãs do homem sem passado, sem futuro e sem identidade. As pessoas se acostumaram a ver Samuca, mas ninguém tem uma resposta definitiva sobre quem ele é. Não se sabe nada além do seu apelido e de um longa lista de boatos. Samuca não mais conversa com ninguém, mas já houve época em que falava até inglês. Por isso, as especulações são muitas e impressionantes sobre de onde ele veio e por que foi parar na rua.

Para ter algumas pistas, perambule por aqui.



Escrito por Pablo Reis às 20h19
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Meu perfil
BRASIL, Nordeste, SALVADOR, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Livros, Esportes

Neste blog, reportagens retóricas, biografias históricas, narrativas alegóricas, subversões teóricas. Qualquer coisa para devolver o prazer ao ato de abrir um jornal. E sempre o desafio de fazer do jornalismo uma simples conversa com o desejo de conhecer alguém.
a notícia fica bem perto da loucura
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